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Quais são os bairros com mais casos e mais mortes por dengue em Joinville

Perfil de mortos por dengue revela idosos com comorbidades em maior risco.

Com quase três meses desde o início de 2024, Joinville, a maior cidade do estado de Santa Catarina, já registrou mais de 2 mil casos confirmados de dengue e seis mortes pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os números já permitem traçar um perfil das vítimas fatais e os locais com mais casos.

Conforme um levantamento apurado, com dados do painel da dengue da prefeitura de Joinville, o bairro Aventureiro foi o local que mais registrou mortes por dengue, com três moradores que não resistiram à doença. Os outros foram no Jardim Iririú, Itinga e Iririú. Também, a zona leste da cidade foi onde mais se registrou mortes pela doença, com 83,3% das vítimas.

No número de casos confirmados, o bairro Saguaçu foi o que mais registrou, com 314. Aventureiro e Iririú também aparecem entre os quatro maiores, com 309 e 132, respectivamente. E o Boa Vista aparece em terceiro, com 142.

De acordo com a infectologista Sabrina Sabino, o alto número de casos de dengue confirmados no bairro aumentam a chance das mortes serem de moradores desses locais.

— Sem dúvida que a presença da alta densidade do mosquito transmissor é o principal fator de risco. Nestas áreas onde tem a maior concentração de mosquitos, maior probabilidade de ter mais pessoas doentes, consequentemente, a maior probabilidade de essa pequena população ir a óbito — explica.

Mesmo com a alta concentração de mosquitos em uma zona específica, a prefeitura de Joinville traz ações para toda a cidade, visto que é uma situação de epidemia. No sábado (17),  aconteceu o “Dia D – Joinville contra a dengue”. O objetivo da ação era estimular a população de todos os bairros a verificar os quintais das residências, eliminando os focos do mosquito Aedes aegypti.

Já a vacinação contra a dengue iniciou na manhã de sábado (24), em Joinville. Nesse primeiro momento, o imunizante será aplicado em pré-adolescentes de 10 e 11 anos, conforme determinação do Ministério da Saúde. Ao todo, a cidade recebeu 15,7 mil doses.

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