A defesa não descarta a candidatura da mulher que escreveu com batom na estátua
A ex-detenta Débora Rodrigues dos Santos, conhecida por escrever a frase “perdeu, mané” com batom na estátua do Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, em São Paulo, na noite da última sexta-feira (28). Sua liberação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), concedendo-lhe a prisão domiciliar. Durante esse período de reclusão, a mulher refletiu sobre sua experiência, e a defesa de Débora revelou suas expectativas para o futuro.
Momento de Recuperação e Reflexão
A defesa de Débora afirmou que, no momento, a prioridade dela é aproveitar o tempo com a família e se recuperar após dois anos de prisão. Segundo Hélio Garcia Ortiz Júnior, advogado da ex-detenta, Débora vê esses dois anos como uma experiência difícil, mas que trouxe aprendizado significativo. A convivência com outras mulheres presas proporcionou uma visão mais profunda das dificuldades enfrentadas por elas, o que reforçou a sua motivação pela luta por justiça.
A liberdade temporária chegou em um momento emocional para Débora, que, ao lado de seus filhos, revivenciou o convívio familiar do qual esteve afastada por tanto tempo. A defesa destacou a importância desses primeiros momentos de reconexão e os desafios que ela ainda tem pela frente.
Perspectivas Políticas e Decisão Futura
Em relação à possibilidade de Débora seguir uma carreira política, o Partido Liberal (PL) não descartou a ideia de sua candidatura no futuro. No entanto, a defesa foi clara ao afirmar que qualquer decisão sobre esse assunto será tomada com calma e no momento adequado. Para agora, o foco permanece na recuperação pessoal e na reconstrução dos laços familiares.
Apesar de possíveis perspectivas políticas, a defesa deixou claro que há um longo caminho a ser percorrido para garantir a completa absolvição de Débora. A defesa continuará trabalhando para revisar o caso, buscando corrigir o que consideram uma injustiça e garantir que ela recupere seus direitos de forma integral.
Conclusão
Débora Rodrigues dos Santos, após um período de reclusão que marcou sua vida, agora vive um momento de reconstrução. Com o foco voltado para o reencontro com a família e a recuperação emocional, ela também mantém a esperança de que seu caso seja revisado de forma justa. O futuro político permanece em aberto, e, por ora, a ex-detenta deve se concentrar na recuperação pessoal e na avaliação das possíveis alternativas para sua trajetória. A decisão sobre a candidatura será tomada de forma ponderada, com respeito aos próximos passos e desafios a serem enfrentados.