Recuperado, Neymar volta a decidir pelo Santos e reacende sonho de disputar a Copa de 2026
A reta final da temporada marcou um ponto de virada importante na trajetória recente de Neymar. Após um período longo de dúvidas, críticas e limitações físicas, o atacante voltou a ser decisivo, ajudou o Santos em momentos-chave e reacendeu não apenas a esperança da torcida alvinegra, mas também o debate sobre seu futuro na seleção brasileira e a possibilidade real de estar na Copa do Mundo de 2026.
A reaproximação de Neymar com o protagonismo aconteceu de forma gradual. Longe do ritmo ideal em seu retorno aos gramados, o camisa 10 precisou administrar o corpo, ganhar confiança e reencontrar o timing de jogo. Com o passar das partidas, no entanto, sua influência técnica ficou cada vez mais evidente. Mesmo quando não marcava gols, participava das jogadas mais perigosas, chamava a responsabilidade e organizava o ataque do Santos.
Na reta decisiva, o impacto foi direto no desempenho da equipe. O Santos, que oscilava e convivia com pressão por resultados, passou a ter em Neymar uma referência clara dentro de campo. Sua presença obrigou adversários a mudar a forma de marcar, abriu espaços para companheiros e elevou o nível coletivo do time. A equipe ganhou competitividade justamente quando mais precisava.
Além do aspecto técnico, o retorno de Neymar teve efeito emocional. A confiança transmitida aos companheiros e a identificação com o clube ajudaram a criar um ambiente mais leve e confiante. Jogadores jovens, em especial, se beneficiaram da convivência com um atleta experiente, acostumado a decisões grandes e a cenários de alta pressão. Esse efeito interno foi apontado como determinante para a reação do time na parte final da competição.
Fora de campo, a discussão sobre a seleção brasileira voltou com força. O bom desempenho no Santos recolocou Neymar no radar técnico e simbólico da equipe nacional. Mesmo após lesões graves e temporadas irregulares, ele segue sendo visto como um jogador capaz de desequilibrar partidas e assumir protagonismo em momentos decisivos. A perspectiva de chegar competitivo à Copa de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, deixou de ser apenas um desejo distante.
O próprio jogador passou a adotar um discurso mais cauteloso, porém otimista. Em declarações recentes, Neymar tem evitado promessas, mas deixou claro que a Copa do Mundo segue como um objetivo central de sua carreira. Aos 34 anos em 2026, ele sabe que precisará de regularidade, cuidados físicos rigorosos e um planejamento preciso para chegar em alto nível ao torneio.
A retomada no Santos também funciona como uma espécie de reconexão com suas origens. Voltar a atuar em um ambiente conhecido, com menor pressão internacional e maior identificação emocional, ajudou Neymar a se reencontrar com o prazer de jogar futebol. Esse fator, muitas vezes subestimado, foi essencial para que ele recuperasse confiança e voltasse a arriscar, criar e decidir.
Do ponto de vista físico, o progresso foi acompanhado com atenção. A comissão técnica adotou um controle rigoroso de carga, evitando excessos e priorizando a recuperação entre jogos. O resultado foi um Neymar mais inteiro nos minutos finais das partidas, algo que não se via com frequência nos últimos anos. Essa evolução alimenta a expectativa de que ele possa sustentar uma sequência maior de jogos em alto nível.
O desempenho recente não apaga os desafios que ainda existem. O histórico de lesões segue sendo um ponto de atenção, assim como a necessidade de manter disciplina e foco ao longo de uma temporada inteira. Ainda assim, a reta final mostrou que, quando está em condições mínimas, Neymar continua sendo um jogador capaz de fazer diferença no futebol brasileiro.
Para o Santos, o impacto vai além das quatro linhas. A presença de Neymar elevou a visibilidade do clube, fortaleceu o vínculo com a torcida e trouxe um ganho esportivo imediato. Mesmo sem promessas de longo prazo, sua contribuição nesta fase final já é vista como decisiva para os objetivos do time na temporada.
Para o futebol brasileiro, o ressurgimento reacende uma esperança que parecia distante. Neymar voltou a mostrar que ainda pode ser protagonista, não apenas como símbolo, mas como jogador efetivo. Se esse nível for mantido e evoluir nos próximos meses, o sonho de vê-lo liderando o Brasil em 2026 deixa de ser nostalgia e volta a se apresentar como uma possibilidade concreta.

