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Gilmar afirma que Lewandowski fortaleceu o combate ao crime à frente do Ministério da Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou que a atuação de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça representou um fortalecimento do combate ao crime no país, destacando uma condução institucional marcada pelo equilíbrio, pelo respeito à legalidade e pela busca de integração entre os órgãos de segurança pública e o sistema de Justiça.

Segundo Gilmar, a passagem de Lewandowski pelo comando do ministério ajudou a reorganizar a atuação do governo federal na área da segurança, com foco não apenas em ações repressivas, mas também no aprimoramento das instituições e na coordenação entre Polícia Federal, forças de segurança estaduais e o Judiciário. Para o ministro do STF, esse modelo contribui para resultados mais consistentes e duradouros no enfrentamento da criminalidade.

Na avaliação de Gilmar Mendes, um dos principais méritos de Lewandowski foi reforçar a ideia de que o combate ao crime precisa caminhar lado a lado com o respeito às garantias constitucionais. Ele destacou que políticas de segurança baseadas exclusivamente em endurecimento penal ou em medidas de exceção tendem a gerar distorções, enquanto uma atuação pautada pela legalidade fortalece a credibilidade das instituições e a eficácia das investigações.

Gilmar também ressaltou que a experiência de Lewandowski no Supremo Tribunal Federal foi decisiva para sua atuação no Ministério da Justiça. O conhecimento profundo do funcionamento do Judiciário e das limitações legais do Estado permitiu, segundo ele, uma condução mais técnica e menos sujeita a improvisações ou discursos populistas. Isso teria contribuído para decisões mais consistentes e para a redução de conflitos institucionais.

Outro ponto mencionado foi o reforço do papel da Polícia Federal. Gilmar avaliou que, sob a gestão de Lewandowski, houve valorização da autonomia técnica da PF e incentivo a investigações complexas, especialmente aquelas relacionadas a crimes financeiros, corrupção, organizações criminosas e ataques às instituições democráticas. Para o ministro, esse fortalecimento institucional é essencial para um combate ao crime que vá além das ações pontuais.

A atuação do Ministério da Justiça também foi destacada no campo da articulação com estados e municípios. Gilmar afirmou que Lewandowski buscou reconstruir canais de diálogo com governadores e secretários de segurança, algo que considera fundamental em um país de dimensões continentais como o Brasil. A integração entre as esferas de poder, segundo ele, aumenta a eficiência das políticas públicas de segurança.

Além da segurança pública, Gilmar mencionou que a gestão de Lewandowski deu atenção a temas estruturais do sistema de Justiça, como o sistema penitenciário e a necessidade de políticas mais eficazes de ressocialização. Na visão do ministro, enfrentar a criminalidade também passa por reduzir a reincidência e melhorar as condições do sistema prisional, evitando que ele funcione como um ambiente de fortalecimento de facções criminosas.

As declarações de Gilmar Mendes ocorrem em um contexto de debates intensos sobre o papel do Ministério da Justiça e sobre os rumos da política de segurança pública no país. Para o ministro do STF, a experiência de Lewandowski demonstra que é possível combinar firmeza no combate ao crime com compromisso institucional e respeito ao Estado de Direito.

Gilmar também fez uma defesa mais ampla da atuação de juristas em cargos do Executivo, argumentando que a presença de quadros técnicos com sólida formação jurídica pode contribuir para políticas públicas mais equilibradas e menos sujeitas a oscilações políticas. Nesse sentido, ele avaliou que Lewandowski conseguiu imprimir uma marca institucional à sua gestão, mesmo em um ambiente político polarizado.

Na conclusão de sua análise, Gilmar afirmou que o legado deixado por Lewandowski no Ministério da Justiça vai além de medidas específicas e se reflete no fortalecimento das instituições responsáveis pela segurança e pela aplicação da lei. Para ele, esse tipo de atuação é fundamental para consolidar um modelo de combate ao crime que seja eficiente, democrático e compatível com os princípios constitucionais.

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