Exportação de carne bovina cresce 20,9% e atinge recorde histórico em 2025
As exportações brasileiras de carne bovina registraram um crescimento expressivo em 2025 e alcançaram um novo recorde histórico. O avanço de 20,9% em relação ao ano anterior confirma a força do setor pecuário no comércio exterior e reforça o papel estratégico da proteína animal na balança comercial do país. O desempenho foi impulsionado pela combinação de maior demanda internacional, ampliação da produção e competitividade do produto brasileiro no mercado global.
Ao longo do ano, frigoríficos brasileiros ampliaram o volume embarcado para diversos destinos, com destaque para países da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. A China manteve a posição de principal comprador, respondendo por uma parcela significativa das exportações totais, mas outros mercados também ganharam relevância, ajudando a diversificar os destinos e reduzir a dependência de um único parceiro comercial.
O crescimento das exportações ocorreu tanto em volume quanto em valor. Mesmo com oscilações nos preços internacionais, o aumento do número de toneladas embarcadas garantiu uma elevação consistente da receita gerada pelo setor. A carne bovina brasileira continuou sendo vista como competitiva em comparação a outros grandes exportadores, beneficiada por custos de produção relativamente mais baixos e pela escala da pecuária nacional.
Outro fator determinante para o resultado recorde foi a ampliação do número de plantas frigoríficas habilitadas a exportar. Ao longo de 2025, novas unidades obtiveram autorização para vender a mercados exigentes, o que aumentou a capacidade de atendimento a diferentes padrões sanitários e abriu espaço para volumes maiores. Esse avanço foi acompanhado por investimentos em tecnologia, rastreabilidade e controle sanitário, áreas cada vez mais relevantes para o comércio internacional de alimentos.
A oferta interna de gado também contribuiu para o bom desempenho. O ciclo pecuário favorável resultou em maior disponibilidade de animais para abate, permitindo que os frigoríficos operassem com maior intensidade sem pressionar excessivamente os preços. Esse equilíbrio ajudou a sustentar as exportações sem comprometer o abastecimento do mercado doméstico.
No cenário internacional, o Brasil se beneficiou de dificuldades enfrentadas por concorrentes tradicionais. Restrições sanitárias, custos elevados e limitações produtivas em outros países abriram espaço para que a carne bovina brasileira ganhasse participação em mercados estratégicos. Além disso, a busca global por segurança alimentar reforçou a preferência por fornecedores capazes de entregar grandes volumes de forma regular.
O impacto do recorde de exportações vai além do setor pecuário. A cadeia da carne bovina envolve produtores rurais, transportadores, frigoríficos, indústrias de insumos e serviços logísticos, gerando empregos e renda em diferentes regiões do país. O aumento das vendas externas também fortalece as contas externas e contribui para o saldo positivo da balança comercial.
Apesar do resultado expressivo, o setor enfrenta desafios importantes. Questões ambientais seguem no centro do debate internacional, especialmente relacionadas ao desmatamento e às emissões associadas à pecuária. Para manter e ampliar o acesso a mercados exigentes, o Brasil terá de avançar em práticas sustentáveis, transparência e rastreabilidade, além de responder a pressões regulatórias cada vez mais rígidas.
Outro ponto de atenção é a volatilidade do mercado global. Mudanças na política comercial de grandes compradores, variações cambiais e eventuais crises sanitárias podem afetar o ritmo das exportações nos próximos anos. Ainda assim, o desempenho de 2025 indica que o setor está mais estruturado e preparado para lidar com cenários adversos do que em ciclos anteriores.
O recorde alcançado em 2025 consolida a carne bovina como um dos pilares do agronegócio brasileiro e reforça a posição do país entre os maiores exportadores mundiais da proteína. Com demanda firme, capacidade produtiva elevada e presença crescente em novos mercados, o setor encerra o ano em patamar histórico e projeta continuidade do protagonismo no comércio internacional.

