Falta de conhecimento sobre possíveis candidatos beneficia Lula, afirma CEO da Quaest
Uma pesquisa recente realizada pelo instituto Genial/Quaest e divulgada nesta quinta-feira (3) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatado tecnicamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030. No entanto, Lula se destaca em relação a outros sete possíveis adversários nas simulações de segundo turno testadas pelo levantamento.
Análise dos Candidatos e Seus Desafios
Entre os candidatos testados, além de Bolsonaro, figuram nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Paraná Ratinho Junior (PSD), o influenciador Pablo Marçal (PRTB), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União).
De acordo com Felipe Nunes, CEO da Quaest, em análise publicada no X (antigo Twitter), “por trás de todo esse quadro está a movimentação de conhecimento e rejeição dos potenciais candidatos”. Nunes destaca que, especialmente no caso dos governadores, a falta de reconhecimento por parte do eleitorado tem sido um obstáculo importante. Por exemplo, Tarcísio de Freitas é desconhecido por 42% dos entrevistados, Ratinho Junior por 51%, Zema por 61% e Caiado por 63%.
Desaprovação ao Governo Lula e Seus Efeitos
Embora o atual presidente esteja à frente de vários concorrentes, a desaprovação ao seu governo tem impactado diretamente sua imagem. Uma pesquisa recente mostrou que 56% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, um dado que, segundo Felipe Nunes, influencia os resultados eleitorais e coloca Lula e Bolsonaro em uma posição de empate no cenário de segundo turno. Ambos apresentam níveis semelhantes de conhecimento e rejeição, mas o presidente atual ainda possui uma leve vantagem em termos de potencial de votos.
Considerações Finais e Perspectivas para 2026
A pesquisa Genial/Quaest, que ouviu 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais, aponta que a falta de familiaridade do público com vários dos potenciais adversários de Lula pode alterar as dinâmicas eleitorais. Por outro lado, o aumento da rejeição ao governo Lula e as dificuldades enfrentadas pela gestão podem reduzir sua margem de vantagem frente a um eventual retorno de Bolsonaro, ou até mesmo outros candidatos em ascensão.
O quadro para a eleição presidencial de 2026 ainda está em aberto, mas o embate entre Lula e Bolsonaro parece ser um dos cenários mais concretos para o segundo turno. A movimentação dos demais candidatos ao longo dos próximos anos, além das mudanças nas percepções do eleitorado, certamente moldarão o cenário político de forma decisiva.