O dólar começa o dia em queda, com o mercado aguardando o possível “tarifaço” de Trump
O dólar à vista iniciou o dia desta quarta-feira (2) apresentando uma leve queda em relação ao real, enquanto os investidores se preparavam para o anúncio de novas tarifas recíprocas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O mercado segue atento à possibilidade de uma escalada nas tensões comerciais, o que poderia desencadear uma guerra comercial global.
Expectativas de uma Guerra Comercial
Às 9h29, o dólar à vista registrava uma queda de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,6803 na venda. A movimentação do mercado reflete a cautela dos investidores diante da iminente decisão de Trump sobre as tarifas. A expectativa é de que o presidente dos Estados Unidos anuncie medidas protecionistas contra produtos de outros países, incluindo o Brasil, o que gera receios de um agravamento nas relações comerciais internacionais.
Na terça-feira (1º), o dólar também fechou em baixa, recuando 0,42% e sendo cotado a R$ 5,6830. Esses movimentos indicam a volatilidade que o mercado está enfrentando, com os investidores tentando antecipar o impacto de eventuais medidas comerciais, que podem afetar diretamente o câmbio e o comércio exterior.
Ações do Banco Central
Em meio a esse cenário de incerteza, o Banco Central anunciou que realizará, nesta sessão, um leilão de até 20.000 contratos de swap cambial tradicional. O objetivo é fazer a rolagem do vencimento previsto para 2 de maio de 2025, uma ação que visa garantir maior estabilidade para o mercado de câmbio e minimizar os efeitos da alta volatilidade nos preços do dólar.
Conclusão
O mercado de câmbio segue em uma postura de cautela nesta quarta-feira, com o dólar registrando uma leve queda em meio à expectativa de novos anúncios por parte de Donald Trump. A possibilidade de tarifas recíprocas entre os Estados Unidos e outros países, incluindo o Brasil, mantém os investidores em alerta, antecipando possíveis consequências para a economia global.
Com o Banco Central tomando medidas para suavizar a volatilidade, o mercado permanece atento aos próximos passos do governo americano e aos efeitos das decisões sobre as relações comerciais internacionais. A continuidade da tensão comercial será um fator chave na direção que o câmbio tomará nos próximos dias.