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Filipe Barros apoia a aprovação do projeto de reciprocidade econômica

O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Filipe Barros (PL-PR), demonstrou otimismo sobre a aprovação do projeto de reciprocidade econômica do Brasil às medidas tarifárias do governo dos Estados Unidos. Em entrevista à CNN, Barros expressou sua confiança de que o projeto, que já foi aprovado no Senado, passará também pela Câmara dos Deputados. O texto tem forte apoio da bancada ruralista e visa equilibrar as relações comerciais entre os dois países.

Apoio à Medida e o Diálogo com os EUA

Filipe Barros destacou que, apesar de as tarifas do governo de Donald Trump serem vistas como um cumprimento das promessas feitas ao eleitor americano, o Brasil deve buscar uma abordagem dialogada com os Estados Unidos. O deputado citou exemplos de outros países, como México, Colômbia, União Europeia e Canadá, que têm mantido uma postura de negociação com o governo americano. Para Barros, a aprovação do projeto de reciprocidade é uma forma de garantir um canal de comunicação aberto e eficaz.

“O Brasil deve buscar o diálogo com a administração americana, como fizeram o México e a Colômbia e devem fazer a União Europeia e o Canadá”, afirmou Barros, ressaltando a necessidade de uma agenda comercial bilateral ajustada.

O Papel da Comissão de Relações Exteriores

Assumindo a presidência da Comissão de Relações Exteriores no lugar de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se afastou para residir nos Estados Unidos, Filipe Barros tem adotado uma postura de alinhamento com o bolsonarismo e o trumpismo. Para o deputado, a maneira como o Brasil tem conduzido suas negociações com os americanos não tem sido a mais adequada. Ele acredita que o projeto de reciprocidade é essencial para estabelecer um diálogo mais produtivo e garantir a proteção do produto nacional, especialmente no setor agropecuário.

“Esse projeto nasceu da necessidade de protegermos o produto nacional frente à legislação que a União Europeia estava por adotar, criando obstáculos para o nosso agro. O ideal é abrir uma conversa com o governo americano, repassar a agenda comercial bilateral e ajustar os pontos necessários”, declarou.

Pressão para Aprovação Rápida

O projeto de reciprocidade foi aprovado no Senado na terça-feira (1º) e agora aguarda análise na Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que conversará com as lideranças parlamentares antes de pautar o texto. Enquanto isso, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), fez um apelo para que o projeto seja aprovado rapidamente em ambas as casas, especialmente antes do esperado anúncio dos Estados Unidos sobre novas tarifas.

Randolfe enfatizou a importância da aprovação do projeto para proteger o setor agropecuário brasileiro de possíveis novas tarifas impostas pelos EUA. “Seria de bom tom que o Congresso Nacional tivesse também uma decisão para proteger o agro de eventuais tarifas”, afirmou o parlamentar em plenário.

Conclusão

O projeto de reciprocidade econômica entre Brasil e Estados Unidos se apresenta como uma medida importante para equilibrar as relações comerciais entre os dois países. A postura de Filipe Barros e de outros defensores do projeto, como a senadora Tereza Cristina (PP-MS), destaca a urgência de uma negociação que proteja os interesses brasileiros, especialmente no setor agropecuário. A pressão por uma aprovação rápida é evidente, e o governo brasileiro deve agir rapidamente para garantir a proteção econômica diante das ameaças de novas tarifas.

Em um cenário de incerteza econômica e de relações comerciais complexas, a aprovação do projeto de reciprocidade pode ser um passo importante para garantir a estabilidade e a competitividade do Brasil no comércio internacional.

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