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Lula cita aniversário do golpe após 2 anos de silêncio: ‘Ameaças sobrevivem’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou um silêncio de dois anos e voltou a se manifestar sobre o aniversário do golpe militar de 1964, afirmando que as ameaças à democracia ainda persistem no Brasil. Em discurso e publicações nas redes sociais, Lula destacou a necessidade de preservar a memória histórica para evitar retrocessos institucionais.


Declaração de Lula sobre o 31 de março

Durante seu pronunciamento, o presidente fez críticas a setores que relativizam o golpe de 1964 e alertou para os riscos que ainda cercam o regime democrático.

“O Brasil viveu anos sombrios sob a ditadura, e não podemos ignorar que ainda há aqueles que flertam com o autoritarismo. As ameaças à democracia sobrevivem e exigem vigilância permanente.”

Essa é a primeira vez que Lula se manifesta publicamente sobre a data desde que reassumiu a Presidência em 2023. Durante seu mandato anterior e nos anos seguintes, ele frequentemente usava o 31 de março como um marco para lembrar das violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar (1964-1985).


O posicionamento do governo e reações

O governo federal tem reforçado a necessidade de preservação histórica, destacando o papel da Comissão Nacional da Verdade, que investigou crimes cometidos pelo regime militar. A declaração de Lula ocorre em meio a um cenário político polarizado, com diferentes setores reagindo à sua fala:

GrupoReação
Aliados de LulaApoiaram a manifestação e reforçaram a necessidade de proteger a democracia.
Setores militaresPreferiram evitar comentários públicos, mas há resistência em setores que ainda defendem o regime de 1964.
OposiçãoParlamentares conservadores criticaram o discurso, acusando Lula de tentar reabrir feridas históricas.

Além disso, entidades de direitos humanos aproveitaram a ocasião para lembrar da importância da educação sobre o período ditatorial, enfatizando que muitos jovens desconhecem os abusos cometidos na época.


Contexto e impacto político

O pronunciamento ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta debates sobre autoritarismo, liberdade de expressão e ameaças institucionais. Com as eleições municipais de 2024 se aproximando, Lula parece buscar reforçar seu compromisso com a democracia e mobilizar setores progressistas em sua base eleitoral.

O gesto também envia um recado direto a setores das Forças Armadas, que nos últimos anos estiveram mais envolvidos no cenário político. A expectativa agora é que o governo continue promovendo ações de valorização da memória histórica, enquanto a oposição tenta transformar o tema em mais um campo de disputa política.

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