Apesar do Magalu, varejo segue fora do radar de quem busca dividendos
O setor de varejo continua sendo evitado por investidores que buscam dividendos, mesmo com empresas como o Magazine Luiza (MGLU3) tentando retomar sua trajetória de crescimento. O motivo principal é a baixa previsibilidade dos lucros, que impacta diretamente a distribuição de proventos.
Setor depende do consumo e do crédito
Empresas do varejo são altamente dependentes do consumo das famílias e das condições de crédito no país. Com os juros ainda elevados e a inflação afetando o poder de compra da população, o setor enfrenta dificuldades para manter margens de lucro saudáveis e distribuir dividendos competitivos.
Diferentemente de setores como bancos e energia elétrica, conhecidos por pagarem dividendos regulares e previsíveis, o varejo costuma priorizar a reinvestir os lucros para expandir suas operações e sustentar o crescimento de longo prazo.
Dividend Yield abaixo da média
Os papéis do setor varejista apresentam dividend yield (indicador que mede o retorno em dividendos) abaixo da média do mercado. Enquanto algumas ações de bancos e elétricas oferecem rendimentos acima de 6% ao ano, varejistas como Magazine Luiza, Via (VIIA3) e Americanas (AMER3) raramente se destacam nesse quesito.
No caso do Magalu, por exemplo, a empresa tem focado mais na recuperação operacional e na digitalização do seu ecossistema do que no pagamento de dividendos robustos.
Perspectivas para o setor
A possível queda da taxa Selic ao longo de 2024 pode melhorar o cenário para o varejo, tornando o crédito mais acessível e incentivando o consumo. No entanto, a maioria dos analistas ainda vê o setor como pouco atrativo para investidores focados em dividendos, sendo mais indicado para quem busca crescimento de longo prazo.
Para os que querem renda passiva e previsibilidade, o consenso do mercado ainda aponta para setores mais sólidos, como bancos, energia e saneamento.