Politica

Haddad descarta medidas “exóticas” de Lula por razões eleitorais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (29) que não há razão para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar medidas econômicas “exóticas” por motivações eleitorais. A declaração foi feita durante um evento com empresários, em resposta a questionamentos sobre a condução da política econômica do governo diante das expectativas para 2026.


Foco na responsabilidade fiscal e crescimento econômico

Haddad reiterou que a gestão econômica segue comprometida com a responsabilidade fiscal e que as decisões do governo têm sido tomadas com base em fundamentos sólidos. Ele citou a aprovação do novo arcabouço fiscal e a reforma tributária como exemplos de medidas estruturantes que visam garantir estabilidade a longo prazo.

“Temos instrumentos para lidar com os desafios econômicos sem recorrer a artifícios que não se sustentam no tempo. O presidente Lula já mostrou, em suas gestões anteriores, que sabe equilibrar justiça social e responsabilidade fiscal, e é isso que estamos fazendo agora”, declarou Haddad.


Preocupação com inflação e juros altos

O ministro também abordou a preocupação com os altos juros no Brasil, um dos temas centrais da política econômica atual. Segundo Haddad, o governo está buscando alternativas para estimular o crescimento sem desrespeitar o controle da inflação.

“A taxa de juros é uma variável importante, mas não podemos ficar reféns dela. Nosso papel é criar um ambiente favorável para investimentos produtivos, e isso passa pela construção de um cenário de confiança”, afirmou o ministro.


Reformas estruturais como prioridade

Haddad destacou que o foco do governo está em concluir a tramitação da reforma tributária no Senado e avançar em outras pautas que podem destravar o crescimento econômico. Ele descartou qualquer intenção de adotar medidas populistas para agradar eleitores no curto prazo.

“Estamos em um momento de reconstrução e de criação de bases sólidas para o futuro. Não há espaço para improvisos. O presidente Lula está totalmente alinhado com essa visão e sabe que o caminho certo é o da responsabilidade e do diálogo com todos os setores”, afirmou Haddad.


Contexto político e econômico

As declarações de Haddad chegam em meio a críticas de opositores, que têm apontado para possíveis pressões políticas sobre a agenda econômica do governo. Por outro lado, aliados do presidente destacam que Lula busca equilibrar demandas sociais e responsabilidade fiscal, como forma de garantir estabilidade econômica e atender aos mais vulneráveis.

O desafio do governo é avançar com as reformas e estimular o crescimento econômico, mesmo em um cenário global de incertezas e de juros elevados no Brasil. As falas de Haddad indicam que o governo pretende seguir um caminho de cautela e planejamento, com foco em resultados de longo prazo.

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