Economia

As contas do governo registraram um déficit de R$ 31,7 bilhões em fevereiro

As contas do governo central, que incluem o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, registraram um déficit de R$ 31,7 bilhões em fevereiro de 2025. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional e ficou abaixo das expectativas do mercado, que previam um déficit de R$ 37,7 bilhões, conforme o relatório Prisma Fiscal.

Redução Significativa em Relação ao Ano Anterior

Embora o déficit de fevereiro ainda represente um rombo, o número deste ano é significativamente melhor do que o registrado no mesmo mês de 2024, quando o governo teve um déficit de R$ 58,3 bilhões. A queda foi de 45,6% em relação ao resultado negativo do ano passado, o que reflete uma melhora nas finanças públicas. Em janeiro de 2025, o governo havia registrado um superávit de R$ 84,9 bilhões, um desempenho positivo que ajudou a equilibrar as contas no início do ano.

Acumulado de 2025: Superávit de R$ 53,2 Bilhões

Com o déficit registrado em fevereiro, o acumulado do ano, considerando janeiro e fevereiro, ainda apresenta um superávit de R$ 53,2 bilhões. Esse resultado aponta para uma recuperação nas contas públicas, especialmente quando comparado com o início de 2024, que teve um desempenho financeiro mais negativo.

Meta Fiscal e Perspectivas para o Ano

A meta fiscal para 2025 estabelece um déficit zero, mas, de acordo com as regras do arcabouço fiscal, o governo pode ter um déficit de até 0,25% do PIB. O relatório do Orçamento aprovado pelo Congresso prevê um superávit de R$ 15 bilhões, mas esse valor poderá ser ajustado conforme a necessidade de garantir a sustentabilidade de programas importantes ao longo do ano.

Conclusão

Embora o déficit registrado em fevereiro de 2025 ainda seja significativo, a redução em relação ao ano anterior e o superávit acumulado nos dois primeiros meses do ano apontam para uma melhora nas contas públicas. Com a meta fiscal de déficit zero, o governo deverá continuar monitorando a situação fiscal ao longo do ano, ajustando suas estratégias para equilibrar suas finanças e sustentar os programas necessários para o desenvolvimento do país.

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