Economia

A Paraíba lidera o ranking dos estados com a maior cobrança sobre a cesta básica

A Paraíba ocupa o primeiro lugar no ranking dos estados que mais cobram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a cesta básica. De acordo com um levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) nesta quarta-feira (26), o estado nordestino apresenta uma carga tributária de 20% sobre a maioria dos itens essenciais da cesta básica.

Estados com maior cobrança de ICMS

Além da Paraíba, os estados de Roraima e Sergipe também figuram entre os mais altos no que tange à tributação sobre produtos da cesta básica. A pesquisa mostra que esses estados não oferecem grandes isenções de ICMS, com exceção de alguns alimentos como farinha de mandioca, ovos, e frutas, legumes e verduras.

Os estados que mais cobram ICMS sobre a cesta básica, de acordo com o levantamento da Abras, são os seguintes:

  1. Paraíba
  2. Roraima
  3. Sergipe
  4. Pernambuco
  5. Piauí
  6. Tocantins
  7. Rondônia
  8. Bahia
  9. Rio Grande do Norte
  10. Distrito Federal
  11. Rio de Janeiro
  12. Maranhão
  13. Ceará
  14. Mato Grosso do Sul
  15. Pará
  16. Acre
  17. Santa Catarina
  18. Amazonas
  19. Alagoas
  20. Rio Grande do Sul
  21. Goiás
  22. Espírito Santo
  23. Mato Grosso
  24. São Paulo
  25. Minas Gerais
  26. Amapá
  27. Paraná

Estados com menor carga tributária sobre a cesta básica

Por outro lado, Paraná, Amapá e Minas Gerais são os estados que menos cobram ICMS sobre os itens da cesta básica, aliviando o peso para seus consumidores. Em Minas Gerais, por exemplo, a política de desoneração tem contribuído para uma carga tributária mais leve em relação a outros estados, impactando positivamente o custo de vida.

A defesa de reforma tributária antecipada

A Abras, ao analisar os dados, defende que a reforma tributária seja antecipada, especialmente no que diz respeito à promessa de isenção de impostos sobre a cesta básica a partir de 2033. O presidente da entidade, João Galassi, enfatiza a necessidade de uma ação imediata por parte dos estados e do governo federal para aliviar a pressão sobre as famílias brasileiras.

“Os efeitos da reforma tributária precisam ser antecipados, pois a população precisa de alívio agora. A adoção de medidas de desoneração, como o apoio do Governo Federal e o convite aos estados para zerarem o ICMS, representa um passo crucial para reduzir os preços e garantir o acesso à alimentação básica”, afirmou Galassi.

Medidas para reduzir a carga tributária e o custo de vida

Atualmente, alguns estados, como Acre, Pará, Roraima, Bahia e Maranhão, já adotam medidas de desoneração ou redução da carga tributária sobre os produtos da cesta básica. Essas iniciativas têm sido impulsionadas pela alta no preço dos alimentos, que tem impactado diretamente o poder de compra da população.

Além disso, o governo federal tem lançado uma série de medidas com o intuito de baratear o custo com alimentação e fez um apelo aos estados para que reduzam o ICMS sobre os produtos essenciais. O cenário gerado pela inflação e o aumento nos preços dos alimentos tem levado 9 dos 27 estados a considerarem a possibilidade de reduzir a carga tributária sobre a cesta básica, incluindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

Conclusão

A cobrança elevada de ICMS sobre a cesta básica tem se mostrado um dos fatores que mais pressionam as finanças dos brasileiros, especialmente em tempos de alta nos preços dos alimentos. A antecipação dos efeitos da reforma tributária, como defendido pela Abras, pode ser uma solução importante para aliviar a carga tributária e ajudar a população a ter acesso a uma alimentação básica com mais dignidade.

No entanto, para que isso aconteça de forma eficaz, é essencial que os estados sigam a iniciativa de desonerar os produtos essenciais, garantindo que a cesta básica se torne mais acessível para todos. O esforço conjunto entre o governo federal e os governos estaduais será fundamental para que se alcance um alívio imediato no bolso dos brasileiros.

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