Além de Bolsonaro, confira quem mais pode se tornar réu no STF na terça-feira (25)
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, marcou para a próxima terça-feira (25) e quarta-feira (26) o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete envolvidos na investigação sobre o plano golpista. O Supremo decidirá se aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e se abre uma ação penal, dando início ao processo de julgamento criminal. O grupo, acusado de envolvimento em um golpe, é conhecido como “núcleo 1” da trama golpista, composto por líderes da organização criminosa.
Os denunciados que podem se tornar réus
Além de Bolsonaro, outras figuras-chave da trama golpista também estão na mira da Justiça e podem se tornar réus na próxima semana. Veja quem são os envolvidos:
Mauro Cid
Tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Cid é uma peça central na investigação. Ele assinou uma delação premiada que orientou as ações da Polícia Federal, sendo fundamental para o andamento do caso.
Walter Braga Netto
General, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, Braga Netto foi candidato a vice-presidente nas eleições de 2022. Preso em dezembro de 2024, ele é acusado de articular o golpe e tentar interferir nas investigações, buscando acesso à delação de Mauro Cid.
Alexandre Ramagem
Ex-ministro da Justiça e ex-delegado da Polícia Federal, Ramagem é investigado por estar envolvido na elaboração de uma minuta de decreto que seria enviado a Bolsonaro, com a intenção de instaurar um Estado de Defesa e reverter os resultados da eleição de 2022. Após a derrota de Bolsonaro, Ramagem assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e foi preso por omissão nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Augusto Heleno
General da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, Heleno é acusado de participar do planejamento de um “gabinete de crise” durante o golpe, segundo a Polícia Federal.
Paulo Sérgio Nogueira
Ex-ministro da Defesa e general da reserva, Nogueira também teve um papel importante no caso. Ele é acusado de apoiar ataques ao sistema eleitoral, incentivar a tentativa de golpe e de apresentar uma versão do decreto golpista para tentar obter apoio dos comandantes das Forças Armadas.
Conclusão
O julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de envolvimento no plano golpista será um marco importante no processo judicial que investiga os acontecimentos pós-eleição de 2022. Caso o STF aceite a denúncia, a abertura de uma ação penal pode iniciar um longo processo de responsabilização dos envolvidos. O desenrolar desse julgamento será crucial para esclarecer os papéis de figuras-chave e suas intenções no planejamento de um golpe contra o resultado das urnas.