Nome em Lobby para COP de Belém Não Foi Autorizado, Diz Diretora do BNDES
A diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) esclareceu que seu nome foi utilizado indevidamente em um suposto lobby para promover a cidade de Belém como sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP). Em nota oficial, a executiva negou qualquer envolvimento nas negociações e ressaltou que não autorizou o uso de seu nome em articulações políticas relacionadas ao evento.
“Quero deixar claro que em nenhum momento autorizei ou fui consultada para que meu nome fosse utilizado em qualquer tipo de ação de lobby. Apoio plenamente as iniciativas voltadas para o desenvolvimento sustentável, mas não participei desse processo específico para a candidatura de Belém”, declarou a diretora.
O caso gerou repercussão após notícias indicarem que nomes de várias personalidades estariam sendo usados para angariar apoio à candidatura de Belém para sediar a próxima COP. A cidade, situada na Amazônia, tem sido apontada como uma escolha natural devido à sua relevância para as discussões ambientais, mas a disputa pela sede do evento internacional também envolve interesses políticos e econômicos significativos.
Belém, caso seja escolhida, seria a primeira cidade da região amazônica a sediar a conferência, o que poderia colocar o Brasil em uma posição de liderança global nas discussões sobre meio ambiente e mudanças climáticas. No entanto, a diretora do BNDES deixou claro que, embora apoie os debates sobre sustentabilidade, não teve participação direta nas articulações.
O uso indevido do nome de figuras públicas em estratégias de lobby levanta preocupações sobre transparência e ética nas negociações políticas. A diretora do BNDES frisou a importância de que situações como essa sejam investigadas para garantir que informações corretas sejam divulgadas e que a integridade dos envolvidos seja preservada.
Enquanto a escolha da cidade-sede da COP ainda está em processo de definição, a candidatura de Belém segue como uma das principais, com o apoio do governo federal e de organizações ambientalistas. Caso a cidade amazônica seja escolhida, a conferência traria visibilidade mundial para a preservação da floresta e reforçaria o papel do Brasil nas negociações climáticas globais.
A diretora também destacou que o BNDES continua comprometido com a agenda de desenvolvimento sustentável, financiando projetos voltados à mitigação das mudanças climáticas e à promoção de uma economia verde. O banco tem sido um importante ator na captação de recursos para iniciativas de reflorestamento, energias renováveis e outros projetos que buscam alinhar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.
Essa polêmica em torno do uso de seu nome em um lobby, entretanto, traz à tona a necessidade de maior transparência em processos de grande importância política, como a escolha da cidade-sede de um evento tão relevante quanto a COP.